Ulysses Bertholdo e Dalmut vencem Rally Velocidade de Ouro Branco


Em mais um domingo de muitos elogios pela qualidade do trecho escolhido e trabalhado pela organização do 21º Rally de Ouro Branco, em Minas Gerais, a dupla Ulysses Bertholdo/Marcelo Dalmut venceu com um Mitsubishi Lancer a 6ª etapa do Campeonato Brasileiro de Rally de Velocidade, ao terminar as três passagens pelas duas especiais SS Belvedere Cristais de 10,5 km e a SS Itatiaia de 11 km com o tempo de 41min55seg7, a média horária de 80,87 km/h no total de 67,80 quilômetros de extensão.

"O piso mesclado de terra batida, saibro e barro foi perfeito e a cada passagem fomos diminuindo o tempo das duas especiais. Parabéns a Ouro Branco por ter uma prova de muita qualidade técnica", comemorou Ulysses Bertholdo. 

Maurício Neves e KZ Morales com o XRC Peugeot 207 terminaram a prova em segundo com a diferença de 58seg5 do ponteiro. "Começamos no ritmo normal e fomos aumentando, mas uma pedra avariou o suporte da suspensão traseira. Assim mesmo forçamos para manter o segundo lugar no Brasileiro e primeiro na soma dois dias do Rally de Ouro Branco", disse animado com a performance do XRC. 

Na terceira posição ficou a dupla Ilo Diehl/Eduardo Soneca que até a terceira SS estava atrás de Fábio Dall Agnol e Gabriel Morales, que abandonaram por quebra. Ilo Diehl também elogiou o Rally de Ouro Branco e lembrou que no sábado chegou a liderar a prova.

Pela 4x2 Super, a disputa por segundos entre as duplas Lucas Arnone e Enzo Jorge com Peugeot 207 e Luís Tedesco e Raphael Furtado de Fiat Palio voltou a acontecer. Mesmo com o motor com vazamento de óleo, Tedesco apertou a disputa a partir da terceira SS, quando foi quatro segundos mais rápido em relação a Arnone. Na SS seguinte, Arnone recuperou 2,8 segundos. E assim foi até o final, quando o Peugeot da equipe Le Lac levou a melhor, com a vantagem de 20s sobre o Fiat da TedRacing. "Andamos sempre num ritmo forte para manter a liderança e mesmo assim chegamos com o carro inteiro. É só tirar a poeira e estamos pronto para largar para o próximo rali", brincou Lucas Arnone. Completou o trio dos primeiros colocados, a dupla Eduardo Barros/Rodrigo Machado com o Peugeot 207.

Na categoria 207, sem seu principal concorrente, a dupla Dimas III e Rodrigo Konig do Peugeot nº 3, que escapou e quebrou a suspensão traseira logo na primeira especial do dia, o campo ficou aberto para Rodrigo Mello e Luiz Fernando Mota, que repetiram o feito de sábado com mais uma vitória. A dupla do Peugeot nº 90 subiu na rampa do pódio com a vantagem de 2min56s7 para Ricardo Malucelli e Giovani Bordin e 3min36s3 para o terceiro colocado, a dupla Marlon Goulin/Maicol Souza. "Excelente o piso com terra batida e cascalho. Foi muito prazeroso participar da prova de Ouro Branco", declarou Rodrigo Mello com ar de quem passou um final de semana bem feliz.

Na 4x2, Tiago Mocelin e Vinicius Anziliero usaram e abusaram da competência da dupla e da competitividade do GM Celta, "mais leve, mas não tão robusto quanto o Palio e nem potente quanto o Peugeot", garante, querendo mostrar que cada marca tem sua vantagem na categoria de carros como motor 1.600 e preparação limitada. Desta vez, quem pressionou a dupla vencedora do Rally Internacional de Erechim foi o VW Gol de Marcos Marcola e Cesar Valandro. Mantendo uma desvantagem de dez a 15 segundos, Marcola apostou na técnica de forçar ao máximo os ponteiros. "Quem está com uma vantagem de dez segundos não pode bobear. Tem que manter o pé no fundo e correr riscos", disse o piloto de Curitiba pouco antes da largada para as duas últimas especiais. Sua estratégia quase deu certo. Na última SS, a caixa de câmbio do Celta de Mocelin se desprendeu e a ele terminou a prova com apenas a segunda e terceira marchas. "Hoje é o dia de sorte deles", esbravejou Marco Marcola olhando o Celta do adversário do parque fechado.

Fonte: 360 Graus

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